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Na última terça-feira, 31 de março, foi realizada a Solenidade de Lançamento dos Comitês Gestores de Sítios reconhecidos como patrimônio cultural do Brasil pela UNESCO. A iniciativa reúne instituições públicas e entidades da sociedade civil para fortalecer a gestão e a preservação desses territórios. O IAB/DF passa a integrar o Comitê Gestor de Brasília. Durante a cerimônia, a copresidente do IAB/DF, Luiza Coelho, entregou ao Iphan o livro "Mulheres indígenas e a diversidade cultural brasileira: história, violência e resiliência", publicado pela editora do instituto. A obra, referência no Concurso Nacional para a Casa da Mulher Indígena (CAMI), foi recebida pelo presidente do Iphan, Leandro Grass. "Com o objetivo de promover a participação social e fortalecer a gestão compartilhada dos sítios brasileiros reconhecidos como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresentou os novos Comitês Gestores destes sítios. A iniciativa assegura a inclusão de organizações da sociedade civil, comunidades locais e povos tradicionais na proteção e salvaguarda do valor universal excepcional desses territórios." "Para o presidente do Iphan, Leandro Grass, manter a democracia de pé exige paciência, dedicação e diálogo. “Trazer as pessoas para decidirem junto é uma decisão política. Construir juntos exige tempo, empatia e capacidade de escuta. E é isso que sustenta a democracia”." informou o Iphan em publicação oficial. A portaria Iphan nº234/2025 estabelece as diretrizes para a instituição dos Comitê, que incluem representantes governamentais e representantes da sociedade civil em sua estrutura. A iniciativa foi detalhada em publicações do Iphan: Iphan apresenta os novos Comitês Gestores dos sítios reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco. Iphan abre inscrições para sociedade civil compor Comitês Gestores de Sítios do Patrimônio Mundial.
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O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Distrito Federal (IAB/DF) participou do lançamento do livro Tempestade Tropical – De Brasília à Praia do Forte: a trajetória de Wilson Reis Netto, escrito por Alexandre Benoit e publicado pela Escola da Cidade. A obra é dedicada à trajetória de Wilson Reis Netto, arquiteto, fundador e primeiro presidente do IAB/DF. O lançamento ocorreu em 27 de março de 2026, no auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU/UnB), onde reuniu profissionais, pesquisadores e interessados na história da arquitetura. O livrou contou com apoio da UnB, do IAB/DF e do Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF). A publicação resgata a atuação de uma figura fundamental para a história da entidade e da construção da capital federal, cuja contribuição permaneceu, por muito tempo, à margem da historiografia oficial. O livro busca iluminar aspectos de sua vida e obra que foram historicamente silenciados. Pesquisadores levantam duas hipóteses para seu apagamento na história: A primeira, é o golpe militar de 1964, onde artistas, arquitetos, entre outros profissionais tiveram suas vidas e carreiras reprimidas. E a segunda, pelo fato de Wilson ser abertamente um homem gay. Reconhecido por desafiar padrões e normatividades, Wilson Reis Netto também se destacou por sua postura em um contexto marcado por forte conservadorismo. "Se hoje ganham visibilidade pesquisas sobre mulheres, populações negras e indígenas na construção de Brasília, ainda sabemos pouco sobre outras formas de exclusão. É possível que o fato de Wilson ser abertamente homossexual tenha contribuído para sua invisibilização. Em relatos de contemporâneos, sua orientação sexual frequentemente aparece antes de suas qualidades profissionais — que incluíam capacidade de gestão, mobilização e liderança. Ainda assim, tornou-se uma figura influente." comenta Luiz na coluna do IAB/DF no jornal Brasil de Fato - DF. O livro reúne textos de diferentes autores, entre eles Luiz Sarmento, ex-presidente do IAB/DF. Sua contribuição integra o esforço coletivo de ampliação das narrativas sobre a produção arquitetônica no Distrito Federal. A partir de depoimentos e de minuciosa pesquisa em arquivos, o livro reconstrói sua trajetória profissional. Ainda jovem, Wilson integrou a equipe de Oscar Niemeyer durante a construção de Brasília e, já no fim da vida, foi responsável pelo projeto de urbanização da Praia do Forte. Na capital federal, realizou obras como a Escola-Classe 114 Sul, a Feira de Comércio e Indústria e a Embaixada do Senegal. Ao mapear sua atuação, a obra propõe uma revisão crítica de sua produção e de seu papel no campo arquitetônico, contribuindo para uma leitura mais diversa e inclusiva da arquitetura e de seus protagonistas. O evento de lançamento contou com um debate que reuniu arquitetos como Alexandre Benoit, arquiteto e autor do livro, Antônio Carlos Moraes de Castro Luiz, ex presidente do IAB/DF e presidente da Federação Pan-americana de Associações de Arquitetos (FPAA), Eduardo Rossetti, arquiteto e professor adjunto da FAU/UnB e autor de diversos artigos e dos livros Arquiteturas de Brasília, Luiz Sarmento, ex-presidente do IAB/DF e atual chefe da Assessoria Internacional de Patrimônio Material do Iphan, e Luiza Coelho, atual copresidente do IAB/DF, marcando um momento de reflexão sobre memória, historiografia e diversidade na arquitetura. |
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Abril 2026
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