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Inscrições vão até 15 de abril e envio de propostas até 29 de abril; iniciativa inédita busca projeto arquitetônico para espaço de acolhimento a mulheres indígenas vítimas de violência A organização do Concurso Público Nacional de Ideias de Arquitetura para a Casa da Mulher Indígena (CAMI) anuncia a prorrogação dos prazos para inscrições e envio de propostas. Agora, escritórios de arquitetura de todo o país têm até o dia 15 de abril para realizar suas inscrições e até 29 de abril para submeter os trabalhos.
Promovido pelo Ministério das Mulheres (MMulheres) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), por meio do Laboratório Mulheres, Arquitetura e Território (Lab Mulheres/FAU-UnB), e organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB/DF), o concurso busca selecionar a melhor proposta de ideias para a construção de espaços humanizados destinados ao acolhimento de mulheres indígenas em situação de violência. As ideias propostas devem ser apresentadas em nível de estudo preliminar e conter um projeto de referência adaptável aos 6 biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal) e 2 adaptações aos biomas Amazônia e Cerrado. Devem, ainda, apresentar ambientes que respeitem as particularidades culturais, sociais e ambientais dos povos originários. O programa de necessidades, construído de forma participativa com mulheres indígenas de todo o país, é disponibilizado em português e na língua Yanomami, garantindo acessibilidade e escuta ativa. Participação e premiação As equipes proponentes devem contar com profissional responsável técnico devidamente inscrito e regular perante o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e, obrigatoriamente, incluir uma mulher indígena (com formação em qualquer área de conhecimento ou comprovada atuação nas áreas de direito das mulheres indígenas e/ou combate à violência) como integrante. A exigência visa a assegurar que as propostas estejam alinhadas aos saberes tradicionais e às especificidades dos povos, valorizando o conhecimento e a experiência ancestrais. A equipe autora da proposta vencedora assinará contrato com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), no valor de R$ 772.869,47, para desenvolvimento dos Projetos Executivos de Arquitetura e Complementares. O segundo e terceiro lugares receberão premiações de R$ 30.000,00 e R$ 15.000,00, respectivamente. Urgência e relevância social A criação da Casa da Mulher Indígena atende a uma reivindicação histórica das mulheres originárias, expressa no manifesto Carta das Originárias da Terra, publicado pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA) durante o Acampamento Terra Livre 2025 (ATL 2025). A iniciativa também se alinha ao Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Dados recentes reforçam a urgência do equipamento. Segundo levantamento da plataforma Gênero e Número, os registros de violências contra mulheres indígenas aumentaram 258% entre 2014 e 2023. O estudo, baseado no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde, destaca o crescimento expressivo dos casos de violência física, psicológica e, sobretudo, sexual. Os índices de assédio, estupro e exploração sexual envolvendo mulheres indígenas cresceram 297% no período, percentual superior ao aumento registrado entre a população feminina geral no país, que foi de 188%. Para a arquiteta e urbanista Luiza Coelho, integrante da equipe organizadora do concurso pelo IAB/DF, a prorrogação dos prazos busca ampliar a participação e a qualidade das propostas. "Estamos diante de uma oportunidade ímpar de contribuir para a construção de um equipamento público necessário e simbólico, que respeite a pluralidade dos povos indígenas e ofereça acolhimento digno às mulheres. A participação de arquitetas e arquitetos de todo o Brasil, com olhares diversos e sensíveis, é fundamental para que tenhamos um projeto à altura desse desafio", afirmou. Como participar O edital completo, com todas as regras, anexos e documentação complementar, está disponível no site oficial do concurso: https://concursocami.org.br. No site, também é possível acessar o cronograma atualizado, as demais bases do concurso e os esclarecimentos de dúvidas. Serviço: Concurso Público Nacional de Ideias de Arquitetura para a Casa da Mulher Indígena (CAMI) Inscrições: até 15 de abril de 2026 Envio de propostas: até 29 de abril de 2026 Site oficial: https://concursocami.org.br Realização: Ministério das Mulheres, UnB/Lab Mulheres e IAB/DF
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O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Distrito Federal – IAB/DF – convida associadas/os ou entidades interessadas a apresentarem propostas para a ocupação da sala 206 do edifício Oscar Niemeyer, com área de 41m². A ocupação da sala será feita por contrato de cessão de uso de espaço físico, mediante pagamento de contribuição mensal. A cessionária deverá arcar com todas as despesas de manutenção da sala, bem como com as despesas de condomínio e de IPTU/TLP. A cessão terá o prazo de dois anos, podendo ser renovada se houver interesse do cedente e da cessionária. A cessão poderá ser rescindida de comum acordo entre as partes, a qualquer tempo.
A sala poderá ser visitada mediante agendamento prévio pelo e-mail [email protected]. PRAZO PARA SUBMISSÃO DE PROPOSTAS: 18.3.2026. Edital com mais informações: https://drive.google.com/file/d/1I29QTNnPFMz6HN3ZG3i4mlCoKjer19Rd/view?usp=sharing Dúvidas: [email protected] |
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