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Como será o Distrito Federal quando as propostas vencedoras de concursos de projeto forem construídas? Essa é a provocação que a exposição “Um DF Possível” lança ao público a partir do dia 26 de fevereiro. A mostra, organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Distrito Federal (IAB/DF) em parceria com a Escola Crítica Espaço e Território, será aberta na sede do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/DF). Com curadoria dos arquitetos e urbanistas Fabiano José Arcadio Sobreira, João Augusto Pereira Júnior, Luiz Eduardo Sarmento, Luiza Coelho e Paulo Victor Borges Ribeiro, a exposição reúne fotografias, ilustrações e memoriais das propostas desenvolvidas por equipes de arquitetos para diferentes tipologias — como habitação, parques públicos, conjuntos residenciais e requalificação urbana. A mostra apresenta duas categorias: 9 propostas construídas ou em obras desde 2010 e outras 19 que ainda aguardam execução, resultantes de concursos públicos de projeto realizados entre 2012 e 2022. Entre os projetos, estão os parques públicos do Gama, do Paranoá e de Águas Claras, que trazem soluções com ênfase em áreas verdes e equipamentos comunitários, e a requalificação da orla do Lago Paranoá, com a criação de novas áreas de lazer integradas à paisagem. A mostra também destaca projetos de urbanização e habitação voltados à qualificação de moradias em regiões como Ceilândia, Sol Nascente, Pôr do Sol, Santa Maria, Samambaia e Sobradinho. De acordo com Fabiano Sobreira, um dos curadores da mostra, os concursos representam um modelo democrático e transparente para a escolha de projetos públicos. “São projetos que resultaram de concursos dos mais diversos formatos e abrangências, mas que têm em comum o processo democrático e transparente e o julgamento baseado na qualidade”, afirma.
Ao todo, centenas de profissionais estiveram envolvidos nas equipes propositoras ao longo da década contemplada pela mostra. Para o IAB/DF, a iniciativa também cumpre o papel de difundir a modalidade licitatória concurso como a que melhor atende ao interesse público na contratação de projetos para obras públicas, contribuindo diretamente para a democratização da produção da cidade, para a melhoria dos espaços urbanos e para a valorização da cultura arquitetônica. Serviço: Exposição “Um DF Possível” Data de abertura: 26 de fevereiro Local: Sede do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU/DF) Visitação: entrada gratuita
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Edital lançado em 26 de janeiro receberá ideias de projetos adaptados aos seis biomas brasileiro Até 19 de março, escritórios de arquitetura de todo o país podem apresentar projetos para a Casa da Mulher Indígena (CAMI). O Concurso Público, requerido pelo Ministérios das Mulheres (MMulheres), visa à criação de espaços adequados e humanizados para acolher integrantes dos povos indígenas vítimas da violência de gênero. É resultado de um convênio estabelecido pelo Ministério com o Laboratório Mulheres, Arquitetura e Território - LAB Mulheres, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), e será organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento Distrito Federal. O edital foi lançado no dia 26 de janeiro, durante cerimônia no Centro de Convivência Multicultural dos Povos Indígenas da Universidade de Brasília (MALOCA/UnB), em Brasília. O objeto do Concurso é uma Proposta de Ideias de Arquitetura em nível de Estudo Preliminar. Poderão formalizar propostas profissionais regularmente inscritos no CAU. A organização recomenda a participação de mulheres arquitetas e urbanistas nas equipes, especialmente na função de responsáveis técnicas. Pelo menos uma mulher indígena também deverá compor o coletivo, uma exigência que tem o objetivo de valorizar o conhecimento e a experiência e assegurar trabalhos alinhados às culturas indígenas e suas especificidades. O programa de necessidade terá tradução para o idioma Yanomami. A equipe autora da proposta vencedora assinará o contrato para desenvolvimento dos Projetos Executivos com a Finatec no valor de R$ 772.869,47. As segunda e terceira colocadas também receberão premiação em dinheiro no valor de R$ 30.000,00 e R$15.000,00, respectivamente.
O Concurso é o primeiro organizado pelo IAB-DF no âmbito de um Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado entre o MMulheres e a UnB. Além de realizar o Concurso, o LAB Mulheres está desenvolvendo vasta pesquisa acadêmica científica sobre a Casa da Mulher Indígena, ampliando a profundidade e impacto da iniciativa. A arquiteta e urbanista Luiza Dias Coelho, integrante da equipe organizadora do concurso pelo IAB-DF, destacou as inovações do Edital, como a participação de mulheres indígenas nas equipes e a adaptação das propostas para os biomas brasileiros. "É motivo de muito orgulho e uma honra para o IAB-DF fazer parte da criação desse equipamento tão necessário e que, quando construído, será um marco na nossa história. Um marco para as mulheres e para os povos originários que tanto precisam desses espaços de apoio de equipamentos públicos muitas vezes negados", afirmou. Uma casa para fazer frente à violência de gênero contra indígenas Conforme o mais recente relatório ‘Violência contra os Povos Indígenas no Brasil’, publicado pelo Conselho Indigenista Missionário em 2024, 29 mulheres indígenas foram assassinadas em 2023. Também foram registrados 23 casos de violência sexual contra crianças, adolescentes e mulheres indígenas, além de tentativas de feminicídio de forma "brutal”. A criação da Casa da Mulher Indígena esteve entre as reivindicações expressas pelas participantes do Acampamento Terra Livre 2025 no manifesto Carta das Originárias da Terra, publicado pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA). Com o concurso, o MMulheres deseja assegurar espaços que respeitem as suas particularidades culturais, sociais e ambientais dos povos indígenas. As propostas concebidas para o Concurso também deverão considerar a adaptação para biomas brasileiros, propondo ambientes adequados para o acolhimento das mulheres indígenas e assegurando as características plurais de seus povos. Para idealização das diretrizes e a elaboração participativa de um programa de necessidades alinhado com a proposta, o Lab Mulheres, em conjunto com o MMulheres e apoio da ANMIGA, promoveu uma série de oficinas com mulheres indígenas de todo o país para desenvolvimento do programa de necessidades da CAMI. |
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