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Mulheres Indígenas e a Diversidade Cultural Brasileira: história, violência e resiliência

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PRÉ-TEXTO:

"Em dezembro de 2024, foi formalizado um acordo de cooperação entre o Ministério das Mulheres e a Universidade de Brasília, especificamente com o LAB Mulheres (Laboratório - Mulheres, Arquitetura e Territórios), grupo de pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. O convênio estabelecido teve como objetivo a elaboração de diretrizes, estudos preliminares e o projeto executivo arquitetônico para a Casa da Mulher Indígena (CAMI), além do desenvolvimento de produtos educacionais colaborativos e a fiscalização técnica de projetos executivos.

Um dos pontos centrais deste acordo é a produção de um documento de apoio e letramento destinado a pro fissionais de Arquitetura e Urbanismo e áreas afins. Este documento, em conjunto com as oficinas realizadas, visa fornecer subsídios para a definição das diretrizes que nortearão o serviço da Casa da Mulher Indígena (CAMI). A pesquisa, entre outras coisas, inclui o planejamento e a execução de ações necessárias para a elaboração das diretrizes, dos estudos preliminares e do projeto executivo arquitetônico, bem como a produção de materiais educacionais colaborativos e a fiscalização técnica de tais projetos. Adicionalmente, foram realizadas ações de capacitação e letramento sobre a realidade das mulheres e populações indígenas, direcionadas a profissionais, pesquisadores e demais envolvidos no processo.

Destaca-se a colaboração do Núcleo Takinahaky de Formação de Professores Indígenas da Universidade Federal de Goiás (UFG), liderado pela professora Joana Aparecida Fernandes Silva, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), no processo de letramento da equipe, o Núcleo contribuiu com expertise em seis aulas: diversidade cultural, histórica, linguística, terras indígenas, além de ontologias, saúde indígena e a noção de pessoa.

Nossos encontros iniciaram com uma introdução às noções básicas para etnologia e, ao enfrentamento do nosso desconhecimento sobre o tema. Na aula sobre Terras Indígenas, aprendemos o conceito de território e sua importância para existência dos povos indígenas. Em ontologias, e noção de pessoa, entendemos a relação dos corpos com a natureza e como esta relação se dá de maneira coletiva.

​Na aula sobre Línguas Indígenas Brasileiras, vimos o processo de ocupação do território brasileiro, os deslocamentos e a importância da língua não apenas como pertencimento, mas também como defesa. Aprendemos com a experiência da formação Aldeia Intercultural do Núcleo Takinahaky, como é um processo intercultural na criação de espaços.

Na aula sobre Mulheres, protagonismo e violência doméstica, ouvimos os duros relatos e as pesquisas sobre o tema.

O último encontro foi com Pagu Rodrigues, com sua aula “Violência de Gênero e Colonialismo no Brasil: uma análise histórica”, que nos mostrou todo o processo colonizador e a violência contra os povos indígenas e principalmente, contra as mulheres.

Este processo foi uma imersão no conhecimento, que aqui aparece em forma de cartilha, compilada e editada pela equipe do LAB Mulheres, Arquitetura e Território. Usamos para esta apresentação o nome de pré-texto, porque a ideia do letramento surge como esse subterfúgio para entender o tema e tentar, na medida do possível, transmitir este conhecimento. Esperamos que seja um guia inicial de compreensão deste universo que são os povos indígenas."

Maribel Maribel Del Carmen Aliaga Fuentes

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